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Deputado Eduardo Bolsonaro cogita necessidade de 'medida enérgica' do presidente

1 de 1 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) — Foto: Gil Cohen-Magen/AFP O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, cogitou nesta quarta-feira (27) a necessidade de adoção de "medida enérgica" pelo pai. O deputado falou ainda em "momento de ruptura" e disse que a questão não é de "se", mas, sim, de "quando" isto vai ocorrer. Eduardo Bolsonaro deu as declarações em entrevista ao canal Terça Livre. Eduardo Bolsonaro se referia à operação da Polícia Federal desta quarta-feira, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que executou mandados de busca e apreensão em endereços de aliados do presidente e à pulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, autorizada pelo ministro Celso de Mello. "Essa postura, eu até entendo quem tem uma postura mais moderada, vamos dizer, para não tentar chegar ao momento de ruptura, um momento de cisão ainda maior, um conflito ainda maior. Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas falando bem abertamente, opinião do Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de 'se', mas de 'quando' isso vai ocorrer", afirmou. Ainda na entrevista, Eduardo Bolsonaro cogitou a possibilidade de "medida enérgica" pelo presidente da República. "Quem que é o ditador nessa história? Vale lembrar que, antes do Bolsonaro assumir, falavam que ocorreriam tempos sombrios, perseguição a negros, a pobres, a gays, às mulheres, etc. Pergunta que eu faço: quantas imprensas fecharam no Brasil devido a ordem do presidente? Zero. Quantos presos políticos existem no Brasil? Zero. E a gente está vendo aqui uma iniciativa atrás da outra para esgarçar essa relação. E, depois, não se enganem: quando chegar ao ponto em que o presidente não tiver mais saída e for necessária uma medida enérgica, ele é que será taxado como ditador", afirmou o filho do presidente da República. Na entrevista, o deputado disse que os dois ministros do STF conseguiram a "proeza" de fazer com que apoiadores de Bolsonaro passem a se manifestar aos domingos não mais diante do Palácio do Planalto, em apoio ao presidente, mas na frente do tribunal, em protesto. "Os ministros Alexandre de Moraes e o Celso de Mello conseguiram a proeza de fazer com que a manifestação, que até então ocorreu em seis fins de semana consecutivos em Brasília, e o pessoal vai lá na frente do Palácio do Planalto saudar o presidente da República, agora o pessoal vai se voltar para o outro lado da praça [dos Três Poderes] para voltar as suas críticas ao STF", declarou Eduardo Bolsonaro. Celso de Mello é relator do inquérito que apura se Bolsonaro interferiu na Polícia Federal. Alexandre de Moraes é relator do inquérito que apura ameaças contra ministros do STF e disseminação de conteúdo falso nas redes sociais, as chamadas "fake news". Procurado, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes informou que não vai se manifestar sobre o caso. Ao autorizar a operação desta quarta-feira, Moraes afirmou que as provas colhidas no inquérito apontam para "real possibilidade" de associação criminosa. "As provas colhidas e os laudos técnicos apresentados no inquérito apontaram para a existência de uma associação criminosa dedicada à disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a persas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática", escreveu o ministro. Ainda de acordo com Moraes, a atuação dos integrantes "atinge um público diário de milhões de pessoas", o que é um risco para a independência dos poderes e para o Estado de Direito. "Como se vê, de tudo até então apresentado, recaem sobre os inpíduos aqui identificados sérias suspeitas de que integrariam esse complexo esquema de disseminação de notícias falsas por intermédio de publicações em redes sociais, atingindo um público diário de milhões de pessoas, expondo a perigo de lesão, com suas notícias ofensivas e fraudulentas, a independência dos poderes e o Estado de Direito", acrescentou. O ministro disse ainda que o objetivo do inquérito é apurar "fake news, falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e demais infrações [...] que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros; bem como de seus familiares". 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28/05/2020 (00:00)

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